vitorluizmiranda

Armei um complô
Para comprovar o meu amor
Combinei comigo mesmo
Que seria só seu
Para que eu pudesse 
todos os dias
Encostar meus lábios 
nos teus

Pois meus olhos só brilharam como eles brilham na luz do sol, quando olhei para você que é uma estrela, como o sol.

Como na aurora de um dia de verão, aos sons dos pássaros o sol invadiu meu quarto pela minha janela.

E na noite quente nós dois trocamos olhares deitados nesse mesmo quarto, e você invadiu o meu coração.

Vamos prosear ao pé do ouvido

para poetizar o nosso encontro nessa vida.

Vamos nos embebedar de vinho

para brindarmos o céu, as estrelas e a lua.

Vamos nos amar sob o luar

para que a luz do sol seja refletida em nossos corpos.

Vamos penetrar a noite inteira em meio as árvores

para nos transformarmos em natureza.

Vamos amanhecer feito raízes de árvores entrelaçadas

para nos alimentar da luz do sol que nascerá.

Vamos crescer e gerar frutos e flores

para nos enfeitar de cores.

Vamos nos transformar em natureza e torcer para que nenhum homem venha nos cortar para nos trocar por dinheiro.

menos parque
mais tédio
menos lazer
mais prédio

menos parque
mais remédio
menos saúde
mais prédio

menos parque
mais ódio
menos amor
mais prédio

tiram um parque
colocam um edifício 
e assim, viver
vai ficando mais difícil

Uns dizem que vai ocorrer um golpe comunista
outros dizem que haverá um golpe americano
alguns com medo de atentado terrorista
em Brasília tudo fica por baixo dos pano

Há quem diga que vai haver impeachment
meu avô acreditava na Gazeta Mercantil
o povo vê novela e escuta “sapo, perereca e rã”
Afinal de contas, que porra vai acontecer com o Brasil?

O brasileiro sofre de síndrome de caverna do dragão.

Estão perdidos brigando com o Vingador

que quer roubar suas armas

e ficam exaltando o Mestre dos Magos

que só os confundem com seus enigmas.

Aliás, esse pode ser o inimigo

ou até mesmo o próprio Vingador

disfarçado em pele de cordeiro.

Por isso o brasileiro nunca sairá dessa enrascada.

E pensar que tudo começou num parque de diversões.

Nada de novo no front.
A batalha continua rolando.
Soldados caindo de ambos os lados,
os generais continuam descansando,
sentados,
enquanto assistem o show.
E eu continuo vivo.
Se sobreviver até o fim
dessa primeira grande e única
guerra universal,
escreverei sobre
e enviarei por correspondência.
Quem sabe, quando ela chegar,
eu já estarei morto.

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.